domingo, 25 de outubro de 2009

O Livro Sem Fronteiras é destaque em caderno especial nos Jornais O Globo e Extra

Veja a matéria no site e no jornal O Globo e Extra. Projeto Livro Sem Fronteiras é destaque em caderno especial.

Repórter: Duilo Victor
Foto: Hudson Pontes

Imagine uma cidade onde os livros são um bem comum, do mesmo modo que o sol do meio-dia ou a sombra de uma árvore. Na biblioteca deste lugar, qualquer pessoa pode usufruir da leitura sem data para devolver o livro ou retorná-lo necessariamente para o local de onde foi levado. O que muitos sentenciaram como loucura de Fernando Monção, um empresário de prontaentrega de refeições, vai começar em até três meses em Valença, no Jardim Velho.
O projeto custará cerca de R$ 130 mil. Pouco mais da metade será bancada pela prefeitura de Valença, que ficará responsável pela construção da biblioteca, um projeto arquitetônico doado por Germano Brito, morador da cidade, a pedido de Monção. Novidade: a biblioteca, sem balcões ou fichas de cadastro, ficará numa árvore, com capacidade para 800 livros.
A semente do projeto foi a forma como o acervo está sendo montado. Monção começou, há uma ano e meio, uma campanha de doação de livros sem grandes pretensões. Já recolheu 5.800 volumes. Leia mais aqui...




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Blog do Sidney Rezende publica Projeto Livro sem Fronteiras, deixe seu comentário lá, é só clicar na imagem.

Nova reportagem no Blog do Sidney Rezende sobre o Projeto Livro sem Fronteiras. De uma passadinha lá e faça um comentário, assim você estará contribuindo para que nossa cidade se torne a Cidade da Leitura.

"O projeto "Livro Sem Fronteiras", idealizado pelo empresário Fernando Monção, recebeu autorização do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e poderá ser construído. A biblioteca, que ficará localizada em praça pública tombada pelo Patrimônio Municipal, em Valença, disponibilizará aproximadamente 5.800 obras. Não haverá cadastro de pessoas ou controle dos livros; a população é responsável por manter a integridade das instalações e dos livros. Segundo Fernando, "é a primeira vez que se permite modificação em patrimônio tombado no município"." Leia mais aqui...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Livro sem Fronteiras no Blog da Giovana Damasceno

Blog da Giovana Damasceno publica post sobre o Projeto Livro sem Fronteiras.

Livro sem Fronteiras já arrecadou mais de cinco mil obras

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Levar a população de Valença e seus visitantes o acesso total e irrestrito aos livros e oficinas culturais. Este é o principal objetiv o do projeto Livro sem Fronteiras, no município de Valença/RJ.

O projeto Livro sem Fronteiras foi idealizado pelo proprietário do restaurante Rango do Compadre, Fernando Monção, e deverá contar com o apoio do Poder Público Municipal, que deverá ceder o local, iluminação noturna, segurança e principalmente a divulgação do projeto através das Secretarias de Cultura, Educação e de Turismo.

O local onde serão abrigadas as obras será a Biblioteca Livro sem Fronteiras, um projeto do arquiteto Gernano Britto, para ser implantado na Praça XV de novembro, o Jardim de Baixo.
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Veja o vt do projeto da biblioteca
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O espaço abrigará obras diversas, desde livros técnicos a romances. Eles serão dispostos em estantes cobertas e protegidas, onde não deverá haver paredes, funcionários, vigias. As obras ficarão expostas e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. Serão encapados com material adesivo e diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro, com objetivo de protegê-los, identificar sua origem do projeto, os direitos autorais, e ainda reservar um espaço de divulgação para os parceiros que apóiam a idéia.

O projeto prevê ainda manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente, declamando poesias, contando histórias, pintando, apresentando uma peça, enfim, fazendo uso do espaço cívico de maneira civilizada.

As empresas do município poderão se integrar como patrocinadoras, para cobrir custos como o de viabilização e instalação do equipamento, custos de envio de livros doados de outros municípios e na confecção de capas protetor/identificadoras dos exemplares. Além da divulgação publicitária nas encadernações, haverá espaço para marketing no entorno do equipamento e em filipetas explicativas do projeto.

O projeto pretende orientar a população sobre valores como o bem comum, o zelo de todos, a cooperação. Os usuários do projeto, ou seja, leitores de todas as idades e gostos literários, poderão pegar livros, levar pra ler em casa, ou ler ali mesmo, na biblioteca, ou na praça, e depois devolverão as obras, para que outras pessoas também tenham acesso.

Portanto, estarão disponíveis, em média, 800 exemplares na biblioteca, que vai funcionar como um ponto de troca. Para manter essa unidade, já há mais de cinco mil livros doados.

A proposta vai reunir vários projetos culturais, hoje isolados, e criar a identidade de Valença Cidade da Leitura.

Participe, doe livros, patrocine. Informe-se sobre como colaborar no blog do projeto.

Documentos de Apoio

O que nos motiva a continuar são nossos apoiadores e parceiros:

As parcerias realizadas pelo Projeto Livro sem Fronteiras com a Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Espírita de Unificação, a Paróquia Nossa Senhora da Glória, a Prefeitura Municipal de Valença, na pessoa do Sr Prefeito Vicente Guedes, a Assossiação Comercial e Industrial de Valença, Secretaria de Cultura e Turismo, Câmara Municipal de Valença, Grupo Espírita Chico Xavier e Igreja Metodista Central de Valença, a Igreja Messiânica, e a Assossiação Balbina Fonseca, na pessoa da benemérita Regina Lucia Fonseca, outros tantos que virão... e na Cidade da Leitura, todos são bem vindos.
Cilque nas imagens para ampliá-las.










domingo, 18 de outubro de 2009

Espíritas de Valença Apóiam Cidade da Leitura

Caro amigo Fernando, paz sempre!

Nós, os espíritas de Valença e Rio das Flores, estamos felizes de podermos participar do Projeto Livro sem Fronteiras.

Acesse nossos sites abaixo e veja a divulgação de “Valença – Cidade da Leitura” e do “Projeto Livro Sem fronteiras”


Os links para nossos sites são:

www.24ceu-ceerj.com.br

www.grupochicoxavier.com.br

Um forte abraço;
Charles José da Silva.
Coordenador

ÁREA DE UNIFICAÇÃO ESPÍRITA

24º CEU / CEERJ.

Apresentação por Germano Brito

A ORIGEM DA IDÉIA:

O agitador cultural Fernando Monção reservara há algum tempo um valioso espaço no cardápio de seu delivery “Rango do Compadre” solicitando a seus clientes e parceiros midiáticos, a doação de livros para serem disponibilizados à sedenta população da cidade de Valença-RJ. Distribuído gratuitamente em toda a cidade, o cardápio tem a função de promover a empresa e seus seletos parceiros.

O sucesso do “Rango do Compadre” permitiu que a idéia tivesse muito boa aceitação, levando o entusiasmado Fernando a pesquisar sobre projetos paralelos na internet. Logo se deparou com o “ Livro Errante” da Sra. Regina Porto, de Recife-PE que divulga a idéia de se “esquecer” um livro em um local público, para que outras pessoas possam lê-lo e posteriormente “esquecer” em outro local.

Com o auxilio da comunidade virtual, as doações foram significativamente impulsionadas por doadores de todo o pais, surgindo assim, um acervo de mais de 4.000 exemplares que continuam a chegar incessantemente.

Comentando a empreitada em uma conversa informal e ao sabor de um café da serra com o recém-formado em Arquitetura e Urbanismo Germano Brito, surgiu uma conjunção de idéias que fez com o que já havia função, tomasse definitivamente uma forma.

E assim, a partir de uma idéia despretensiosa, temos a proposta de um projeto sonhador.

A IDÉIA:

Sob este sol vigoroso do alto da serra fluminense, brota uma idéia, uma vontade, um desejo altruísta de compartilhar um bem inesurpável que tende a ser o mais saudável dos vícios. Inserir a população em uma nova era de esclarecimento e fomentar ramificações duradouras que caracterizem em um futuro breve a cidade de Valença em um pólo emanador de cultura na região.

Sem sombra de dúvida que a iniciativa despertou a sensibilidade dos entusiastas da cultura que se envolveram incondicional e solidariamente com o projeto. Pessoas dispostas a doar o que dispõem em mãos para a materialização de uma utopia. Que compartilham o mesmo senso de que a cultura deve ser democratizada e incentivada. Cientes de que a educação de qualidade em nosso país é cara e restrita, e que marginaliza a maioria dos cidadãos brasileiros.

Num país onde as principais fontes de educação provêm de doses diárias de poderosos raios catódicos que instituem a filosofia do pensamento único e restringe a capacidade de raciocínio e os prazeres da introspecção, fazem-se mais do que necessário incentivar e pregar o poder libertador da leitura.

A onipotência da liberdade fruto do poder avassalador da verdade não respeita fronteiras do mundo físico nem tampouco do mundo mental. Transita fluida entre a lucidez onírica e a inebriante consciência, revelando um universo de realidades palpáveis e rompendo com axiomas utópicos.

Cultura é Liberdade, é a devoção do futuro que convidará os comensais a saírem da Caverna de Platão.

Só há um pecado: Ser Tolo!”

Oscar Wilde

Que se arrombem as fronteiras!

A PROPOSTA DO PROJETO:

O Projeto é uma idealização da iniciativa privada com apoio do Poder Público Municipal.

O Poder Público Municipal se encarregaria de ceder o local, iluminação noturna, segurança e principalmente a divulgação do projeto através das Secretarias de Cultura, Educação e de Turismo.

As empresas do município poderão se integrar como patrocinadoras, para cobrir custos como o de viabilização e instalação do equipamento, custos de envio de livros doados de outros municípios e na confecção de capas protetor/identificadoras dos exemplares. Além da divulgação publicitária nas encadernações, haverá espaço para marketing entorno do equipamento e em filipetas explicativas do projeto.

O espaço abrigará obras diversas e de estilo eclético, desde livros técnicos a romances clássicos. Estes, serão dispostos em estantes cobertas e protegidos das intempéries, onde não deverá haver paredes, e/ou funcionários, ficarão expostos e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. Serão encapados com material adesivo e diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro, com objetivo de protegê-los, identificar sua origem do projeto, os direitos autorais, e ainda reservar um espaço de divulgação para os parceiros que apóiam a idéia.

O espaço deve ainda, permitir manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente, declamando poesias, contando histórias, pintando, apresentando uma peça, enfim, fazendo uso do espaço cívico de maneira civilizada.

O LOCAL:

Trata-se da Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), situada no Setor II do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico formado pela Praça XV de Novembro, Praça da Bandeira, Praça Padre Gomes Leal, Praça Balbina Fonseca, rua Coronel Leite Pinto e adjacências no centro da cidade. Considerada como bem tutelado para proteção da ambiência pelo Inepac.

Uma generosa praça de autoria de dos discípulos de Haussmann, o Francês Auguste Françoise Marie Glaziou, que fora convidado pelo imperador D. Pedro II para coordenar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial. Adotou com maestria o emprego de plantas nativas em seu paisagismo, uma opção extremamente pertinente e influenciadora para a época, resultando em uma paisagem de beleza ímpar e convidativa a contemplação e percepção do espaço.

Ao adentrar na Praça pelo portão principal no sentido Noroeste-Sul, o visitante se depara com uma árvore quase solitária, podada e deficiente de galhos, sobre uma leve elevação de pouco mais de oitenta centímetros ao lado do lago que se encontra hoje vazio.

Foi exatamente esta árvore que atraiu a atenção para a implantação do projeto, não só pelo seu estado, mas por sua localização estratégica ao centro da praça, o que permitiria uma visualização imediata do equipamento.

O PROJETO

Selecionado o local e com uma idéia inquietante em mente, o projeto veio à luz em meio ao aroma da vegetação atlântica. Por se tratar de um sítio tombado, a instalação deveria ser intencionalmente efêmera, mas não poderia perder sua essência desejosa de resultados avassaladores e vitalícios.

Ciente de sua pequenez diante da história, o projeto pede humildemente a Glaziou, a licença arquitetônica para estabelecer ali, uma tentativa pretensiosamente prodigiosa.

De maneira que não venha a interferir ou agredir este extraordinário patrimônio de projeto urbanístico, esta iniciativa sui gêneris da Biblioteca Livro Sem Fronteiras, visa deliberada e exclusivamente, materializar o sonho da liberdade cultural e ser uma centelha da chama do intelecto popular. Sem que para isso venha a destoar agressivamente do entorno e do contexto.

Há de se reservar um espaço exclusivo para se esclarecer a história do conjunto urbano e paisagístico dentro do equipamento.

O projeto carrega consigo a ideologia e a concepção filosófica de que a arquitetura enquanto arte pressupõe que carrega em sou bojo um conteúdo, e quando esse carece de ser conhecido como neste caso, ela deve ser alvo de apreciação para que conseqüentemente desperte interesse por tão preciosa semente.

Buscou-se empregar uma metodologia projetual que se apresentasse de maneira sutil mas condizente com a proposta.A natureza ditou e sempre esteve presente desde o começo com a exigência do emprego do material com prerrogativas sócio-ambientais, sendo restrito o uso de madeira manejada de reflorestamento e certificada e com selo verde FSC, até idealização da morfologia espiralada do projeto.

Trata-se de uma forma orgânica e simples, onde a rampa com inclinação de 10% começa a sudoeste no setor de cota mais baixa e segue descrevendo uma espiral em direção à árvore para se encontrar com a biblioteca e os livros.

A biblioteca abraça a árvore como uma orgulhosa filha abraça a mãe num diálogo simbiótico entre cultura e natureza tendo suas folhas de celulose numa reciprocidade de adoração em busca de novos frutos.

O usuário-leitor desfrutará de uma exuberante vista convidativa a contemplação quando ali se encontrar, poderá usufruir tanto dos 37m² do piso térreo quanto dos 25m² da cobertura que será conectada verticalmente por meio de uma bela escada tipo Santos Dumont. A mesma cobertura também poderá ser usada para apresentações ou como mirante com sua majestosa vista para o jardim de Glaziou. Não haverá contato direto entre a estrutura e a árvore, a mesma fica ilesa enquanto ali estiver o equipamento pois sua estrutura se dará em torno da planta.

A cultura é flor, folhas e fruto da evolução natural do intelecto humano

Resulta em ramificação nas entranhas da mente e se enraíza na personalidade.

Germina biosferas onde antes só havia aridez mental.

É raiz e tronco estruturante da alma.

Os ventos da primavera hão de soprar e carregar o pólen que semeará flores sedentas por conteúdo.

Gerarão frutos mais humanos e sabedores de suas condições de sociabilidade.

Reconhecerão suas cidadanias e a importância do ser perante a vida

E terão consciência de sua insignificância perante o universo.

Germano Brito

 
By Victor S. Gomez