domingo, 25 de outubro de 2009

O Livro Sem Fronteiras é destaque em caderno especial nos Jornais O Globo e Extra

Veja a matéria no site e no jornal O Globo e Extra. Projeto Livro Sem Fronteiras é destaque em caderno especial.

Repórter: Duilo Victor
Foto: Hudson Pontes

Imagine uma cidade onde os livros são um bem comum, do mesmo modo que o sol do meio-dia ou a sombra de uma árvore. Na biblioteca deste lugar, qualquer pessoa pode usufruir da leitura sem data para devolver o livro ou retorná-lo necessariamente para o local de onde foi levado. O que muitos sentenciaram como loucura de Fernando Monção, um empresário de prontaentrega de refeições, vai começar em até três meses em Valença, no Jardim Velho.
O projeto custará cerca de R$ 130 mil. Pouco mais da metade será bancada pela prefeitura de Valença, que ficará responsável pela construção da biblioteca, um projeto arquitetônico doado por Germano Brito, morador da cidade, a pedido de Monção. Novidade: a biblioteca, sem balcões ou fichas de cadastro, ficará numa árvore, com capacidade para 800 livros.
A semente do projeto foi a forma como o acervo está sendo montado. Monção começou, há uma ano e meio, uma campanha de doação de livros sem grandes pretensões. Já recolheu 5.800 volumes. Leia mais aqui...




5 Comments:

Veronica Arteira said...

Oi,Fernando. Já o cumprimentei no orkut e deixo parabéns novamente!
Coloquei um post nos meus blogs sobre o Projeto e sobre a ida ao Programa do Jô. Espero que tragam bons resultados .
Sucesso!!!

Guará Matos said...

Fernando o seu projeto é de extrema qualidade e deve estar deixando muita gente que vive levando vantagens em cima da cultura e na verdade não faz absolutamente nada por ela, com o rabo entre as pernas.
Abraços.

Aurelio MC Gomes said...

Começou a campanha: Seguir e ser seguido!
O objetivo é que cada blog participante alcance 100 novos seguidores para si.
Siga o meu blog!

Titulo do blog: Eu Sou o Mensageiro!
Endereço: http://aureliomcgomes.blogspot.com/

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Aurelio MC Gomes said...

A paz do Senhor! Convido te a participar da:

1ª Blogagem coletiva: Sinais do fim dos tempos – Prenúncios da volta de Cristo!

Após ser inquietado pelo Espírito Santo de Deus, aqui estou propondo a “1ª Blogagem coletiva: Sinais do fim dos tempos – Prenúncios da volta de Cristo!” que tem como meta mostrar os mais diversos sinais que antecedem a volta de Cristo e que a cada dia se cumprem.
Se você quiser participar, deverá publicar em seu blog um post relacionado ao tema proposto “Sinais do fim dos tempos - Prenúncios da volta de Cristo!” – no próximo dia 30 de Novembro.
As regras para participar e mais detalhes estão no meu blog: Eu sou o mensageiro!
Endereço do blog: http://aureliomcgomes.blogspot.com/
Obrigado pela atenção, peço e espero que você participe.
Faça a diferença.

Guará Matos said...

Amigo,
Estou começando um novo projeto de Blog que acredito possa ser mais profissional. Quero colocar o mundo dentro dele. O JORNAL AFOGANDO O GANSO, continua com as matérias críticas, debochadas, sarcásticas e tal.
Agora eu apresento o "AFOGANDO O GANSO PRESS"/ http://jafogandooganso.wordpress.com/
Será a oportunidade de mostrar as coisas lúdicas, que não estamos prestando mais atenção. Aquele lugar belíssimo, O bairro que tem história, a rua, o bar espetacular, a praça boa de sentar, os lugares de bons shows, a roda de samba, o chorinho, o fado, etc.

Depois se achegue, viu moços?
Abraços.

Apresentação por Germano Brito

A ORIGEM DA IDÉIA:

O agitador cultural Fernando Monção reservara há algum tempo um valioso espaço no cardápio de seu delivery “Rango do Compadre” solicitando a seus clientes e parceiros midiáticos, a doação de livros para serem disponibilizados à sedenta população da cidade de Valença-RJ. Distribuído gratuitamente em toda a cidade, o cardápio tem a função de promover a empresa e seus seletos parceiros.

O sucesso do “Rango do Compadre” permitiu que a idéia tivesse muito boa aceitação, levando o entusiasmado Fernando a pesquisar sobre projetos paralelos na internet. Logo se deparou com o “ Livro Errante” da Sra. Regina Porto, de Recife-PE que divulga a idéia de se “esquecer” um livro em um local público, para que outras pessoas possam lê-lo e posteriormente “esquecer” em outro local.

Com o auxilio da comunidade virtual, as doações foram significativamente impulsionadas por doadores de todo o pais, surgindo assim, um acervo de mais de 4.000 exemplares que continuam a chegar incessantemente.

Comentando a empreitada em uma conversa informal e ao sabor de um café da serra com o recém-formado em Arquitetura e Urbanismo Germano Brito, surgiu uma conjunção de idéias que fez com o que já havia função, tomasse definitivamente uma forma.

E assim, a partir de uma idéia despretensiosa, temos a proposta de um projeto sonhador.

A IDÉIA:

Sob este sol vigoroso do alto da serra fluminense, brota uma idéia, uma vontade, um desejo altruísta de compartilhar um bem inesurpável que tende a ser o mais saudável dos vícios. Inserir a população em uma nova era de esclarecimento e fomentar ramificações duradouras que caracterizem em um futuro breve a cidade de Valença em um pólo emanador de cultura na região.

Sem sombra de dúvida que a iniciativa despertou a sensibilidade dos entusiastas da cultura que se envolveram incondicional e solidariamente com o projeto. Pessoas dispostas a doar o que dispõem em mãos para a materialização de uma utopia. Que compartilham o mesmo senso de que a cultura deve ser democratizada e incentivada. Cientes de que a educação de qualidade em nosso país é cara e restrita, e que marginaliza a maioria dos cidadãos brasileiros.

Num país onde as principais fontes de educação provêm de doses diárias de poderosos raios catódicos que instituem a filosofia do pensamento único e restringe a capacidade de raciocínio e os prazeres da introspecção, fazem-se mais do que necessário incentivar e pregar o poder libertador da leitura.

A onipotência da liberdade fruto do poder avassalador da verdade não respeita fronteiras do mundo físico nem tampouco do mundo mental. Transita fluida entre a lucidez onírica e a inebriante consciência, revelando um universo de realidades palpáveis e rompendo com axiomas utópicos.

Cultura é Liberdade, é a devoção do futuro que convidará os comensais a saírem da Caverna de Platão.

Só há um pecado: Ser Tolo!”

Oscar Wilde

Que se arrombem as fronteiras!

A PROPOSTA DO PROJETO:

O Projeto é uma idealização da iniciativa privada com apoio do Poder Público Municipal.

O Poder Público Municipal se encarregaria de ceder o local, iluminação noturna, segurança e principalmente a divulgação do projeto através das Secretarias de Cultura, Educação e de Turismo.

As empresas do município poderão se integrar como patrocinadoras, para cobrir custos como o de viabilização e instalação do equipamento, custos de envio de livros doados de outros municípios e na confecção de capas protetor/identificadoras dos exemplares. Além da divulgação publicitária nas encadernações, haverá espaço para marketing entorno do equipamento e em filipetas explicativas do projeto.

O espaço abrigará obras diversas e de estilo eclético, desde livros técnicos a romances clássicos. Estes, serão dispostos em estantes cobertas e protegidos das intempéries, onde não deverá haver paredes, e/ou funcionários, ficarão expostos e disponíveis para a população sem restrições e deverá ter grande atrativo visual. Serão encapados com material adesivo e diagramados pelo designer Alexandre Gemellaro, com objetivo de protegê-los, identificar sua origem do projeto, os direitos autorais, e ainda reservar um espaço de divulgação para os parceiros que apóiam a idéia.

O espaço deve ainda, permitir manifestações culturais, onde artistas/cidadãos poderão se expressar culturalmente, declamando poesias, contando histórias, pintando, apresentando uma peça, enfim, fazendo uso do espaço cívico de maneira civilizada.

O LOCAL:

Trata-se da Praça XV de Novembro (Jardim de Baixo), situada no Setor II do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico formado pela Praça XV de Novembro, Praça da Bandeira, Praça Padre Gomes Leal, Praça Balbina Fonseca, rua Coronel Leite Pinto e adjacências no centro da cidade. Considerada como bem tutelado para proteção da ambiência pelo Inepac.

Uma generosa praça de autoria de dos discípulos de Haussmann, o Francês Auguste Françoise Marie Glaziou, que fora convidado pelo imperador D. Pedro II para coordenar a Diretoria de Parques e Jardins da Casa Imperial. Adotou com maestria o emprego de plantas nativas em seu paisagismo, uma opção extremamente pertinente e influenciadora para a época, resultando em uma paisagem de beleza ímpar e convidativa a contemplação e percepção do espaço.

Ao adentrar na Praça pelo portão principal no sentido Noroeste-Sul, o visitante se depara com uma árvore quase solitária, podada e deficiente de galhos, sobre uma leve elevação de pouco mais de oitenta centímetros ao lado do lago que se encontra hoje vazio.

Foi exatamente esta árvore que atraiu a atenção para a implantação do projeto, não só pelo seu estado, mas por sua localização estratégica ao centro da praça, o que permitiria uma visualização imediata do equipamento.

O PROJETO

Selecionado o local e com uma idéia inquietante em mente, o projeto veio à luz em meio ao aroma da vegetação atlântica. Por se tratar de um sítio tombado, a instalação deveria ser intencionalmente efêmera, mas não poderia perder sua essência desejosa de resultados avassaladores e vitalícios.

Ciente de sua pequenez diante da história, o projeto pede humildemente a Glaziou, a licença arquitetônica para estabelecer ali, uma tentativa pretensiosamente prodigiosa.

De maneira que não venha a interferir ou agredir este extraordinário patrimônio de projeto urbanístico, esta iniciativa sui gêneris da Biblioteca Livro Sem Fronteiras, visa deliberada e exclusivamente, materializar o sonho da liberdade cultural e ser uma centelha da chama do intelecto popular. Sem que para isso venha a destoar agressivamente do entorno e do contexto.

Há de se reservar um espaço exclusivo para se esclarecer a história do conjunto urbano e paisagístico dentro do equipamento.

O projeto carrega consigo a ideologia e a concepção filosófica de que a arquitetura enquanto arte pressupõe que carrega em sou bojo um conteúdo, e quando esse carece de ser conhecido como neste caso, ela deve ser alvo de apreciação para que conseqüentemente desperte interesse por tão preciosa semente.

Buscou-se empregar uma metodologia projetual que se apresentasse de maneira sutil mas condizente com a proposta.A natureza ditou e sempre esteve presente desde o começo com a exigência do emprego do material com prerrogativas sócio-ambientais, sendo restrito o uso de madeira manejada de reflorestamento e certificada e com selo verde FSC, até idealização da morfologia espiralada do projeto.

Trata-se de uma forma orgânica e simples, onde a rampa com inclinação de 10% começa a sudoeste no setor de cota mais baixa e segue descrevendo uma espiral em direção à árvore para se encontrar com a biblioteca e os livros.

A biblioteca abraça a árvore como uma orgulhosa filha abraça a mãe num diálogo simbiótico entre cultura e natureza tendo suas folhas de celulose numa reciprocidade de adoração em busca de novos frutos.

O usuário-leitor desfrutará de uma exuberante vista convidativa a contemplação quando ali se encontrar, poderá usufruir tanto dos 37m² do piso térreo quanto dos 25m² da cobertura que será conectada verticalmente por meio de uma bela escada tipo Santos Dumont. A mesma cobertura também poderá ser usada para apresentações ou como mirante com sua majestosa vista para o jardim de Glaziou. Não haverá contato direto entre a estrutura e a árvore, a mesma fica ilesa enquanto ali estiver o equipamento pois sua estrutura se dará em torno da planta.

A cultura é flor, folhas e fruto da evolução natural do intelecto humano

Resulta em ramificação nas entranhas da mente e se enraíza na personalidade.

Germina biosferas onde antes só havia aridez mental.

É raiz e tronco estruturante da alma.

Os ventos da primavera hão de soprar e carregar o pólen que semeará flores sedentas por conteúdo.

Gerarão frutos mais humanos e sabedores de suas condições de sociabilidade.

Reconhecerão suas cidadanias e a importância do ser perante a vida

E terão consciência de sua insignificância perante o universo.

Germano Brito

 
By Victor S. Gomez